Bondinho da rua XV - Foto Luciano Mochiski

A rua das Flores

Rua das Flores

é o trecho inicial da Rua XV de novembro e avenida Luiz Xavier, no centro de Curitiba. Inaugurada em 1972, foi a primeira rua de grande porte do Brasil a ser exclusiva para pedestre.

É na rua das Flores que temos o bondinho de Curitiba e o palhaço em frente aos bares da XV além dos homens estátua e outros vários artistas que expõe seus trabalhos.

Um dos prédios mais peculiares é o palácio avenida, que já foi sede do banco Bradesco, depois HSBC. Todo final de ano a apresentação de natal das crianças. Muito showwww!!!

História da rua das flores

 

A rua das flores é o inicio do maior calçadão de Curitiba, pelos aspectos turísticos e históricos, esta rua foi palco de manifestações sócio-políticas no decorrer do crescimento da capital e o próprio ato de sua denominação foi o mais autêntico manifesto paranaense pelo início da república no Brasil. A rua das flores já possuiu outros nomes e o antecessor ao atual era “Rua da Imperatriz”, porém, em 1889 poucos dias após a proclamação da república em 15 de novembro, os camaristas de Curitiba homenagearam o feito do marechal Deodoro da Fonseca com a substituição “da Imperatriz” por o atual nome: Rua XV de Novembro.

É um dos pontos de passagem da linha turismo. Na passagem podemos ver o Palácio Avenida e o bondinho da VX.

Bondinho da rua XV - Foto Luciano Mochiski
Bondinho da rua XV – Foto Luciano Mochiski

O calçamento da Rua XV era discutido desde 1965 e se prolongou até 1972. Os comerciantes da região temiam que o calçamento da rua mais importante do centro condenasse a região ao abandono, enquanto os donos de automóveis achavam inadmissível a prefeitura fechar o tráfico de automóveis e construir uma praça linear. Barricadas durante o dia eram montadas pela administração municipal para impedir o tráfico, contudo a noite os motoristas e comerciantes da região as retiravam.

Com isso a prefeitura iniciou o calçamento da Rua XV de Novembro em um final de semana, impedindo que mandados de segurança fossem requeridos pelos comerciantes contra as obras. Foi sexta feira a noite que caminhões descarregaram as pedras para calçar a rua, e a obra foi feita naquele fim de semana. Terminado o calçamento os operários plantaram as árvores adultas e fixaram as floreiras, e foram embora.

Com isso a imprensa começou a atacar a prefeitura dizendo que que o calçamento da Rua XV de Novembro ofendia a “moralidade da Revolução de 1964” e havia um medo na prefeitura que o comandante da 5.ª Região Militar considerasse o calçadão como uma obra inútil.

 

Uma semana depois um clube de automobilismo organizou um protesto na Rua das Flores. A intenção era no sábado seguinte a realização da obra, automóveis antigos invadiriam o calçadão e convidariam motoristas que passavam pelo centro a acompanha-los. Porém a prefeitura agiu rápido criando uma atividade infantil na Rua XV. Antes da hora prevista do protesto, os funcionários da prefeitura esticaram um rolo de papel no calçadão e distribuíram tintas para as crianças que iam passando. O líder do movimento subiu com o carro na calçada e parou quando percebeu que havia dezenas de crianças agachadas desenhando. Foi o fim do protesto, porém os comerciantes, donos dos automóveis e parte da imprensa queriam a substituição do prefeito, o que não ocorreu.

Contudo, os dias iam passando e a população que andava pelo centro começou a desviar seu trajeto simplesmente para olhar as flores e caminhar pela praça linear. Com mais gente andando pela XV o comércio aumentou, e antes os mesmos comerciantes que reclamavam perceberam o impacto positivo do calçamento para seus negócios.

 

Agradecimento a Luciano Mochinski pelas fotos.

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