Fachada da rua 24 horas

A Rua 24 horas de Curitiba

Rua 24 Horas

A rua 24 horas é um importante ponto turístico e comercial bem no centro da cidade de Curitiba. É uma das atrações por onde a linha turismo passa em seu city tour pela capital paranaense.

Situada a poucos metros da rua das flores, é um importante ponto turístico da cidade.

História da rua 24 horas:

 

Fachada da rua 24 horas
A Rua 24 horas, um dos cartões postais de Curitiba, está em pleno funcionamento desde o dia 11 de novembro do ano passado. Nestes últimos seis meses, muitos serviços foram agregados ao espaço e hoje restam poucas lojas disponíveis para locação.
Curitiba, 10/01/2012
Foto: Pedro Ribas/SMCS

Inaugurada em 11 de setembro de 1991 pelo então prefeito de Curitiba, Jaime Lerner, a rua 24 horas foi a primeira rua do Brasil voltada ao turismo e dedicada a fornecer serviços pelas 24 horas do dia sem interrupções. Com 34 lojas, 12 metros de largura e 120 de extensão, teve sua cobertura formada por 32 arcos. Desde sua inauguração a rua 24 horas dispunha de um numero grande e variado de lojas, bares e restaurantes.

No ano de 2007 o horário foi reduzido, ficando aberto somente até as 23 horas, perdendo assim sua essência de ser 24 horas. Neste mesmo ano a rua 24 horas entrou em reformas.

No ano seguinte foi lançado uma licitação para que a iniciativa privada viesse a administrar o lugar porem somente no ano de 2010 que a empresa M. Camargo tele autorização para administrar a rua.

As obras de revitalização iniciaram no mesmo ano de 2010 e foram concluídas no ano seguinte, tendo sua reinaçguração acontecido as 11 horas do dia 11 de novembro do mesmo ano, ou seja, 11 horas do dia 11/11/2011.

Na reforma foram instalados TV por assinatura e Internet WI-FI tendo um dos hotspots da NET / Claro.

Atualmente o comércio funciona obrigatoriamente das 9 às 19 horas, podendo prorrogar o horário de funcionamento.

 

Arquitetura da rua 24 horas:

Rua 24 horas parte interna
Rua 24 horas parte interna

Formada por 32 arcos de metal tubular brancos que se estendem pelos seus 12 metros de largura e 120 de comprimento, com revestimento de vidro. Possui 2 grandes relógios de quartzo iluminados, um em cada entrada, que marcam as 24 horas do dia com apenas uma volta.

Mesmo depois da reforma, seus elementos arquitetônicos diferenciados (marca registrada da Rua) foram mantidos.

Atualmente a rua é branca com vidro que dá uma sensação de luz o dia todo.

O projeto é dos arquitetos Abrão Assad (que também projetou a estufa do Jardim Botânico de Curitiba na mesma época), Célia Bim e Simone Soares.

 

 

Fonte wikipedia e Prefeitura de Curitiba

 

Bondinho da rua XV - Foto Luciano Mochiski

A rua das Flores

Rua das Flores

é o trecho inicial da Rua XV de novembro e avenida Luiz Xavier, no centro de Curitiba. Inaugurada em 1972, foi a primeira rua de grande porte do Brasil a ser exclusiva para pedestre.

É na rua das Flores que temos o bondinho de Curitiba e o palhaço em frente aos bares da XV além dos homens estátua e outros vários artistas que expõe seus trabalhos.

Um dos prédios mais peculiares é o palácio avenida, que já foi sede do banco Bradesco, depois HSBC. Todo final de ano a apresentação de natal das crianças. Muito showwww!!!

História da rua das flores

 

A rua das flores é o inicio do maior calçadão de Curitiba, pelos aspectos turísticos e históricos, esta rua foi palco de manifestações sócio-políticas no decorrer do crescimento da capital e o próprio ato de sua denominação foi o mais autêntico manifesto paranaense pelo início da república no Brasil. A rua das flores já possuiu outros nomes e o antecessor ao atual era “Rua da Imperatriz”, porém, em 1889 poucos dias após a proclamação da república em 15 de novembro, os camaristas de Curitiba homenagearam o feito do marechal Deodoro da Fonseca com a substituição “da Imperatriz” por o atual nome: Rua XV de Novembro.

É um dos pontos de passagem da linha turismo. Na passagem podemos ver o Palácio Avenida e o bondinho da VX.

Bondinho da rua XV - Foto Luciano Mochiski
Bondinho da rua XV – Foto Luciano Mochiski

O calçamento da Rua XV era discutido desde 1965 e se prolongou até 1972. Os comerciantes da região temiam que o calçamento da rua mais importante do centro condenasse a região ao abandono, enquanto os donos de automóveis achavam inadmissível a prefeitura fechar o tráfico de automóveis e construir uma praça linear. Barricadas durante o dia eram montadas pela administração municipal para impedir o tráfico, contudo a noite os motoristas e comerciantes da região as retiravam.

Com isso a prefeitura iniciou o calçamento da Rua XV de Novembro em um final de semana, impedindo que mandados de segurança fossem requeridos pelos comerciantes contra as obras. Foi sexta feira a noite que caminhões descarregaram as pedras para calçar a rua, e a obra foi feita naquele fim de semana. Terminado o calçamento os operários plantaram as árvores adultas e fixaram as floreiras, e foram embora.

Com isso a imprensa começou a atacar a prefeitura dizendo que que o calçamento da Rua XV de Novembro ofendia a “moralidade da Revolução de 1964” e havia um medo na prefeitura que o comandante da 5.ª Região Militar considerasse o calçadão como uma obra inútil.

 

Uma semana depois um clube de automobilismo organizou um protesto na Rua das Flores. A intenção era no sábado seguinte a realização da obra, automóveis antigos invadiriam o calçadão e convidariam motoristas que passavam pelo centro a acompanha-los. Porém a prefeitura agiu rápido criando uma atividade infantil na Rua XV. Antes da hora prevista do protesto, os funcionários da prefeitura esticaram um rolo de papel no calçadão e distribuíram tintas para as crianças que iam passando. O líder do movimento subiu com o carro na calçada e parou quando percebeu que havia dezenas de crianças agachadas desenhando. Foi o fim do protesto, porém os comerciantes, donos dos automóveis e parte da imprensa queriam a substituição do prefeito, o que não ocorreu.

Contudo, os dias iam passando e a população que andava pelo centro começou a desviar seu trajeto simplesmente para olhar as flores e caminhar pela praça linear. Com mais gente andando pela XV o comércio aumentou, e antes os mesmos comerciantes que reclamavam perceberam o impacto positivo do calçamento para seus negócios.

 

Agradecimento a Luciano Mochinski pelas fotos.